Erin Pizzey: mulher,trabalhadora humanitária e ameaçada de morte pelas feministas

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Apesar de ser uma ensaísta e romancista de sucesso, Erin Pizzey ganhou reconhecimento internacional por seu trabalho humanitário, acolhendo e recuperando vítimas de violência doméstica. Em 1971, ela fundou o primeiro refúgio para mulheres do mundo moderno, o Chiswick Aid (organização hoje denominada como Refuge). Seu olhar clínico e sua experiência com incontáveis vítimas renderam importantes descobertas sobre a natureza e as causas da violência doméstica. Suas conclusões e evidências lançaram nova luz sobre a questão. Surpreendentemente, Pizzey se viu encurralada por manifestações feministas, boicotes organizados e ameaças de morte, devido à sua afirmação de que quase toda violência doméstica é recíproca. Segundo Pizzey, as mulheres são tão capazes de violência quanto os homens.

Seu nome completo é Erin Patria Margaret Pizzey. Seu pai era diplomata, mas não era um homem de posses. Fugindo da pobreza na Irlanda, sua família se transferiu para Shangai, onde logo ocorreria a invasão japonesa. Em 1942, toda a família foi capturada pelo exército inimigo, sendo futuramente trocada por prisioneiros de guerra, quando então puderam se reunir novamente. Apesar de ter nascido na China, no vilarejo de Tsingtao (hoje uma província conhecida como Qingdao), após uma movimentada juventude, Pizzey se estabeleceu na Inglaterra, onde estava destinada a iniciar uma carreira humanitária única naquela época.

Era o começo dos anos 70. Pouco a pouco, por toda Londres, mulheres que viviam presas a um cenário de opressão, humilhação e agressão física começaram a ouvir falar que em Chiswick, West London, no Terraço Belmont, havia um lugarzinho simples para onde era possível fugir e — mesmo sem dinheiro, mesmo arrastando filhos e independente de quem você seja ou do que possa ter feito — ser recebida de braços abertos e protegida. Chiswick era a certeza, não somente de um esconderijo seguro, mas de alimentação decente, cuidados médicos, asseio, roupas e, todos os dias, pontualmente as cinco, uma xícara bem quente de chá na companhia de Erin Pizzey.

A despeito do descrédito inicial de líderes comunitários, autoridades locais e membros da mídia, ela conseguiu inaugurar vários outros abrigos, gerenciados à semelhança de Chiswick. Não demorou muito para que a determinação de sua empreitada e a natureza inovadora de sua iniciativa conquistasse o público, ganhando o reconhecimento e os elogios de figuras importantes. Seu livro de 1974, Scream Quietly or the Neighbors Will Hear (Grite Baixinho ou Os Vizinhos Ouvirão, sem tradução no Brasil), sucesso de público e crítica, deu notoriedade à questão. Em 1975, discursando na House of Commons, Jack Ashley (MP) atestou que Pizzey foi “a primeira a reconhecer a seriedade da situação e quem primeiro fez algo de prático ao estabelecer o centro Chiswick Aid. Como resultado desse trabalho magnífico e pioneiro, agora a nação inteira veio a reconhecer o significado do problema”.

O que fez a diferença foi que, desde o início, Chiswick, seu primeiro abrigo, foi procurado por pessoas abusadas de todos os tipos, inclusive homens. Lidando com o problema em sua apresentação mais crua, não demorou muito para Pizzey perceber as limitações do papel masculino como agressor universal e a distância entre as políticas feministas e as reais necessidades da comunidade. Os freqüentadores de Chiswick mostraram a Pizzey que o maniqueísmo “mulheres são de Vênus, homens são do inferno” não descreve adequadamente a questão. A violência doméstica é recíproca, com ambos os parceiros abusando um do outro em taxas basicamente equivalentes. Por exemplo, acompanhando o histórico pessoal das muitas mulheres que reincidiam no abrigo, guardando informes sobre suas idéias, atitudes e reações agressivas, estudando sua capacidade de construir sempre o mesmo tipo de relacionamento, ela notou que a maioria das mulheres ali tinha tanta ou mais propensão à violência que seus parceiros, sejam maridos, namorados ou namoradas.

Intrigada, Pizzey uniu-se a outro interessado em violência doméstica, o Dr. John Gayford, do hospital Warlington. A pesquisa deles rendeu um ensaio intitulado Comparative Study Of Battered Women And Violence-Prone Women (algo como Estudo Comparativo Sobre Mulheres Agredidas e Mulheres com Propensão à Violência). O estudo faz uma distinção entre “mulheres genuinamente agredidas” e “mulheres com propensão à violência”. Desde então, descobertas similares relativas à mutualidade da violência doméstica têm sido amplamente confirmadas. O estudo de Pizzey e Gayford foi considerado uma inovação. Para Pizzey, contudo, era a comprovação de que a sociedade jamais havia olhado realmente para o problema. Ela se desligou do movimento feminista e começou sua própria campanha humanitária. Foi quando seu trabalho passou a sofrer injustas represálias que duraram mais de uma década, vindo a ser completamente obliterado.

Perplexa na época, hoje a ativista parece segura em explicar o ocorrido. Segundo Pizzey, grupos feministas em coalizão com lideranças trabalhistas femininas seqüestraram sua causa e a converteram numa tentativa de demonizar os homens — todos eles, o masculino em si — junto à comunidade internacional.

A intenção seria tornar mundialmente aceita, como um dogma político, a visão da mulher como vítima histórica dos homens, como o verdadeiro sexo superior, que só não se sobressaiu porque foi injustiçado por uma sociedade masculina decadente, sobre a qual a mulher não possui qualquer responsabilidade, estando acima de críticas. Era o que pregavam importantes aforismos feministas da época, tais como: “O único problema são os homens!” Após o seqüestro de seu trabalho, por qualquer razão, Pizzey testemunhou em toda a mídia os números da violência contra a mulher dispararem. Isso incentivou a disponibilidade de fundos públicos, tornando novas instituições de apoio (agora exclusivo a mulheres) financeiramente promissoras e espalhando-as — assim como a sua ideologia — rapidamente sobre o globo. Hoje, Chiswick Aid, o pequeno movimento independente que começou num terraço em Londres, foi renomeado de Women’s Aid e possui uma renda anual multimilionária, apoiada por uma complexa rede de financiamentos, praticamente impossível de ser fiscalizada.

Deixando de lado acusações de improbidade administrativa e de disseminação de intolerância contra os homens (misandria) visando lucro, Pizzey lamenta apenas que a iniciativa inaugurada por ela tenha sido levada do “pessoal para o político”, pondo em risco nossas noções sobre as relações humanas.

Seu livro mais procurado pelos estudiosos da violência doméstica é também seu trabalho mais acusado. Em Prone to Violence (algo como Propensão à Violência), Pizzey argumenta que boa parte das vítimas femininas que freqüentavam o refúgio demonstrava possuir personalidades solícitas a relacionamentos abusivos. Ela categoriza os diversos tipos de comportamento abusivo, explicando-os através de uma combinação dos possíveis fatores causadores, circunstâncias comuns aos relatos das muitas vítimas e agressores que cruzaram seu caminho.

Prone to Violence não apela ao maniqueísmo sexista que nascia na época, não elege culpados, nem promove receitas de bom comportamento. A máquina de escrever de Pizzey não tinha outra meta além de uma compreensão humanitária da questão. Ela chega a especular, por exemplo, que altos níveis de hormônios e neurotransmissores associados a determinados problemas de infância poderiam levar a adultos que repetidamente sofrem alterações violentas com parceiros íntimos — apesar dos custos físicos, emocionais, legais e financeiros —, numa despercebida tentativa de simular o impacto emocional de experiências marcantes da infância. O livro apresenta variadas estórias de distúrbios familiares, assim como uma discussão sobre as causas da ineficiência das agências estatais de assistência social.

Apesar de sua importância acadêmica ter sido diversas vezes reconhecida, a obra contribuiu ainda mais para a ferocidade da oposição feminista contra a pesquisa e os refúgios para ambos os sexos mantidos por Pizzey. Sua reputação herética se consolidou, a multidão com seus slogans exigia fogueira para a bruxa. Demonstrando bravura, ela afirma que foi só depois de inúmeras ameaças de morte contra ela, seus filhos e netos, bem como do linchamento de seu cachorro, que a família abandonou sua vida na Inglaterra para recomeçar nos Estados Unidos. Era como estar revivendo o pesadelo de sua infância na China, durante a invasão japonesa. Ela não sabia, mas após anos de exílio nos EUA, a crescente repercussão de sua obra entre políticos, terapeutas e intelectuais a tornaria bem-vinda novamente no Reino Unido.

Erin Pizzey nunca parou de trabalhar com vítimas de violência doméstica. Atualmente ela é membro-fundador da agência de caridade Mankind Initiative.

PONTOS DE VISTA E DEPOIMENTOS DE PIZZEY
– O que Teresa May [feminista famosa] não assume é que se uma em cada quatro mulheres sofre violência doméstica ao longo da vida, o mesmo ocorre com um em cada seis homens. Duas mulheres morrem por semana, assim como um homem morre. […] O que é preciso fazer é chegar ao ambiente onde se suspeita de que houve violência com uma abordagem terapêutica que proteja a ambos os lados.
– Nós temos que olhar para a violência doméstica a partir de uma perspectiva terapêutica. Porque não é como geralmente se pensa, isto é, o patriarcado, o que todos os homens fazem contra todas as mulheres…! A grande maioria dos homens jamais levantou um dedo para uma mulher.
– Houve grandes piquetes contra minha pessoa. E é claro que eu fiquei apavorada. Isso é uma indústria multimilionária, a violência doméstica, e as mulheres que controlam esse negócio não permitem que evidência alguma ameace seu financiamento.
– [Sobre o feminismo]
Eu me recordo dessa imensa promessa de que haveria esse novo movimento que iria unir as mulheres. E eu achei maravilhosa a idéia de que as mulheres seriam capazes de cooperar entre si, ao invés de apenas competir umas com as outras.
– Eu nunca acreditei totalmente no discurso da opressão feminina do começo dos setenta. Eu me uni ao feminismo por interação, não por revolução.
– Eu me lembro de ir para minha primeira reunião, de entrar nessa grande sala […] e olhar para as outras mulheres, que também me reconheceram. Uma delas me perguntou por que eu estava ali. Eu disse que vim porque estava sozinha, isolada, e que esperava encontrar outras mulheres que também desejassem fazer algo por nossas comunidades. Elas acharam uma tolice e responderam, irritadas, que meu problema era o meu marido, que ele estava me oprimindo, ele e o capitalismo.
– E lá fora havia grandes demonstrações [contra Chiswick] com cartazes exibindo mensagens como “todos os homens são bastardos, todos os homens são estupradores”. Eu fui lá e saí perguntando aos policiais: “se fossem contra negros ou judeus vocês prenderiam essas mulheres, por que não as prendem agora?” Eles ficavam muito desconfortáveis!
 – Ao longo dos doze anos em que gerenciei o refúgio, sempre que eu decidia falar havia gritos de feministas. Eu vinha tentando publicar um livro chamado Prone to Violence , finalmente conseguimos, mas eu precisei de escolta policial por toda a Inglaterra devido a ameaças de morte, a ameaças de bomba. Após tantos anos, a gota d’água foi quando o esquadrão anti-bombas veio até minha casa recolher um pacote suspeito. Eles disseram que agora tudo o que me fosse enviado deveria passar por eles primeiro, em razão da minha segurança e da segurança da minha família. E foi quando eu deixei a Inglaterra e entrei nesse exílio que já perdura a mais de quinze anos.
– [Perguntada sobre se nossa visão da violência doméstica é manipulada]
  -Sim, todo mundo sabe. Os números já demonstraram há muito tempo. A violência mais séria é entre duas mulheres.
 – Se você inaugura um movimento dedicado a promover o ódio aos homens, eu não tenho condições de participar dele.
 – O que eu digo desde o início de tudo é que não existe uma questão de gênero.
OBRAS DE ERIN PIZZEY (fonte: Wikipedia)
Não-ficção:
– Scream Quietly or the Neighbours Will Hear
– Infernal Child (an early memoir)
– Sluts’ Cookbook
– Erin Pizzey Collects
– Prone to violence ISBN 0-600-20551-7 Out of print
– Wild Child
– The Emotional Terrorist and The Violence-prone ISBN 0-88970-103-2
Ficção:
– In the Shadow of the Castle
– The Pleasure Palace (in manuscript)
– First Lady
– Counsul General’s Daughter
– The Snow Leopard of Shanghai
– Other Lovers
– Swimming with Dolphins
– For the Love of a Stranger
– Kisses
– The Wicked World of Women

Uma resposta »

  1. O movimento feminista é constituído em grande parte de pessoas amargas, odiosas e movidas pelo desgosto e infelicidade pessoal. Tem pouca consideração pela ética e pela moral, em todos os sentidos. Por isso mesmo se afiliam a partidos corruptos. Negam todos os seus pontos ruins, agridem verbalmente, fisicamente – não é raro irem à porta de alguma igreja ou evento anti aborto para marginalizarem seus participantes – e depois adotam um choro vitimista como se elas sofressem violência.

    Como movimento esquerdista marxista, se utilizam de mentiras e enganos, falsas verdades absolutas e alarmes sociais falsos – principalmente agora, onde querem empurrar o aborto – para expandirem seu movimento. São maquiavélicas, acreditando que os fins justificam os meios.

    Uma pessoa de caráter, que valoriza a vida e a verdade jamais pode se tornar feminista ou permanecer feminista.

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