Igualdade: Quem paga a conta durante o encontro, jantar, cinema, balada?

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pagar a conta primeiro encontro

Recebemos dois e-mails de setembro sobre este assunto: Quem deveria pagar a conta em um relacionamento durante um jantar, cinema, festas e outras coisas mais? Seria isto um ato do homem ou da mulher? Ambos e-mails tiveram como origem justamente uma mulher de 20 anos  e um homem de 25. Desculpem a resposta tardia 🙂

Nos tempos antigos prezava a etiqueta da época que o homem deveria arcar com todas as despesas. O homem na época pagava tudo. Era algo social e uma regra tradicional. O homem deveria cuidar da mulher. Mas hoje o tempo mudou, surgiu o feminismo, relacionamentos foram transformados e muitas pessoas não sabem como agir em casos assim. Outras fingem não saber. Sim, existem homens mal educados exploradores mas também existem mulheres golpistas exploradoras. Possuimos imparcialidade diferente das feministas 🙂

Mulheres e homens sempre foram complementares e deveriam saber a conviver em momentos tensos como em casos de problemas financeiros. Ninguém tem o direito de humilhar a outra pessoa ou obrigar a outra pessoa a pagar as suas contas usando de joguinhos psicológicos ou atos violentos para isso. Deveriamos viver unidos mas sem perder a nossa individualidade mas sempre respeitando a outra pessoa. Falta de respeito nunca foi ou é brincadeira. Deveriamos viver como pessoas sabendo dos nossos limites, qualidades e defeitos. Isto é o que deveria ser o objetivo de um casal: diferenças mescladas para somar, momentos de tempestade passageiros mas com um grande tempo de harmonia, paz e companheirismo frutos de valores em comum, amor a si mas respeitando ao outro sempre de modo educado. Quem faz o oposto destas coisas dificilmetne ama o outro. E algumas perguntas devem ser respondidas antes de “pagar a conta”.

De quanto tempo é este relacionamento? Quem é a pessoa, ela é companheira, educada e sabe nos respeitar? Esta pessoa demonstra interesse em dividir momentos de alegria ou dificuldades ou quer explorar?

Toda mulher gosta de um gesto de educação nos primeiros encontros. E alguns homens ainda pagam a conta nestes casos. Até aqui nada demais. Seria talvez um forma de colocar o tradicionalismo de antigamente nos dias de hoje.

Mas se o relacionamento é mais longo como 3 semanas, 2 meses, depende de cada caso sinceramente achamos injusto o homem arcar com todas despesas.  Hoje podemos ganhar dinheiro com o nosso trabalho (isso não nasceu com o feminismo) e muitas outras adoram dizer isto para o mundo. As feministas inclusive vivem dizendo e ostentando que pagam tudo, dividem sempre, que fazem tudo que um homem faz  e etc, embora não sabemos se isso seja verdade na vida real. Outras ficam usando ambas as vantagens do vazio entre a mulher moderna forte, livre e a mulher tradicional de antigamente. A famosa feminista quando convém.

Não é incomum ver também algumas mulheres liberais, modernas e que podem tudo na hora de debater, gritar, discutir e ganhar  dinheiro voltarem no tempo na hora de pagar a conta e querem a tradição de tempos passados. Homens reclamam disto como foi o caso do nosso leitor. Desta ambiguidade de algumas mulheres que ora são fortes e liberais, ora mais tradicionais e usam vantagens de ambos os lados.

O melhor caminho ainda é a conversa, que deve ser debatida com argumentos e de modo adulto, respeitando os limites financeiros e a vontade da/do partner. Existem momentos em que uma pessoa do casal sendo homem ou mulher passa por momentos financeiros complicados e quer evitar gastar. Por outro lado, ninguém suporta uma pessoa sofina. Se ambos se amarem, forem adultos e saberem conversar, quem pode mais ajuda o outro naturalmente sem ser explorado. E a outra pessoa vai retribuir no futuro. Companheirismo, lembrem disso.

Para finalizar, gostariamos de deixar uma dica aos garotos e garotas 🙂

Aos homens que em geral ainda flertam mais e tomam a iniciativa com uma mulher:

Se a sua namorada é feminista ou simpatizante (quero igualdade, sou forte, liberal, bla bla) trate ela como você trataria um amigo seu homem. Sem confortos a mais visto ela ter dito e exigido isso. Isto é igualdade. Vale para despesas, mudanças, trocar pneu, fazer esforço, carregar objetos pesados, carona e tudo o mais. Pergunte se você faria isso por um amigo seu de longa data ( comparando com um relacionamento com ela mais longo)  ou para algum conhecido de poucas horas (comparanddo a um relacionamento inicial). Trate ela de igual para igual. Ela pediu isso.

Se a sua namorada é mais tradicional, trate de pagar os primeiros encontros e sonde a reação dela. Todas mulheres gostam mas sabem que os tempos mudaram e mulheres ganham dinheiro podendo trabalhar. Depois de um tempo inicial curto, algumas mulheres  irão querer dividir ou entrar em um acordo de alternar os pagamentos de modo proporcional durante encontros. Este é o esperado mesmo que o relacionamento ande para frente ou não pois é baseado no mundo de hoje. Nada mais justo. Demonstra que ela se importa com você e é companheira, embora não seja somente este fator que vai dizer o quanto vai se prolongar o relacionamento. Ele demonstra um pouco da pessoa.

Meninos, cuidado: Se a sua namorada cria desculpas para não pagar as contas de encontros e baladas; Se a sua namorada foge destes assuntos mesmo depois de algum tempo de relacionamento; Se a sua namorada usa da ambiguidade moderna feminista- mulher tradicional dos tempos antigo, achamos que ela tem provavelmente uma personalidade de golpista-exploradora-infantil. Fica o alerta 😉

Para as mulheres:

Um homem cavalheiro hoje é algo cada vez mais raro. E sim, agradeçam ao feminismo por isso 😦

Aceite de bom agrado e seja educada se o rapaz for também educado. Se o cara for grosso, mande ele se catar. Todas pessoas gostam de pessoas educadas (talvez as piriguetes pensem diferente). Pelo que notamos, homens legais não gostam de mulheres interesseiras. Os cafas adoram pois não querem se relacionar de modo sério com ninguém, pagam e fazem de tudo para transar com qualquer uma mas até eles tentam economizar e escrevem em blogs sobre isso. Logo, homens legais não irão gostar de serem explorados. E irão fugir de golpistas se inteligentes.

Ter a conta paga ao nosso ver nunca foi um modo de sermos submissas. Faz parte do jogo e do flerte durante muito tempo em um momento inicial para algumas embora hoje outras prefiram dividir muitas vezes diretamente. Mas todas sabemos que os tempos mudaram e hoje também ganhamos o nosso dinheiro (sem dever em nada ao feminismo). Prolongar isto e fazer o outro pagar tudo é uma maldade para com alguém que pode ser o nosso parceiro durante um longo tempo. Pensem nisso e leiam o testo abaixo da psicóloga Mariana Matos. Quem concorda e quem discorda?

Acordo

“Para a psicóloga Mariana Matos, na hora de pagar a conta faz toda a diferença o tipo de relação estabelecida entre o casal. “Uma coisa é o início, outra é o dia a dia quando nem há mais separação do meu e do seu dinheiro”, explica ela.

Seja no começo, seja no meio, o importante é não ser muito rigoroso. “Quando os homens estão passando por um momento de situação financeira apertada ou vice-versa, pensam até em não chamar a garota para sair porque não têm grana. No entanto, a maior parte das mulheres não se incomodaria em dividir ou mesmo pagar a conta se ela estiver muito a fim de sair com o rapaz”, afirma Mariana, lembrando que é muito diferente não pagar porque não tem e não pagar porque não quer.

A psicóloga afirma que a mulher quer ser independente financeira e emocionalmente, mas quando a conta chega na mesa bate um tradicionalismo. “Mesmo podendo dividir há quem prefira que o homem pague tudo, um resquício de machismo”, explica, acrescentando que isso não pode ser um problema que impeça um casal de sair junto. “No fundo a mulher gosta da gentileza”, afirma.

Para que o casal tenha o seu próprio acordo sobre quem vai pagar as contas, conversar é fundamental. “O assunto dinheiro é um dos mais difíceis entre um casal, tanto para quem tem muito como para quem tem pouco”, ressalta, lembrando que é um tema cheio de simbolismos. “É bom ter tudo às claras, estabelecer prioridades e saber o que é importante para o outro na hora em que a conta chega”, conclui.”

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  1. Vi uma frase esses dias que era bem assim: “Cavalheirismo é o nome que as mulheres dão à parte do machismo que lhes é conveniente”. Acho que isso resume tudo

  2. Acho que o homem pode pagar algumas vezes, a mulher em outras e ambos dividirem a conta também. Não me importaria em dividir a conta no primeiro encontro. Por que sobra para o homem? Mulheres querem igualdade, que essa igualdade não acabe na hora que a conta chegue a mesa.

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